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Agência Comunik

Empresário do agro: seu marketing gera contatos. Seu comercial consegue fazer negócio?

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Uma empresa do agro pode investir em anúncios, participar de feiras e manter as redes sociais movimentadas sem resolver uma pergunta básica: o que acontece com as pessoas que demonstram interesse?

O contato chega sem região. O vendedor descobre que a cultura não é atendida. Uma oportunidade fica esquecida depois do evento. Outra recebe a proposta quando já comprou do concorrente.

Cada situação tem um custo. E aumentar a divulgação pode apenas multiplicar esse desperdício.

Integrar marketing e comercial no agronegócio significa combinar quem a empresa quer atender, quais informações precisa reunir, quem dará continuidade à conversa e como será medido o resultado. Esse acordo deve considerar cultura, região, calendário de compra e capacidade de entrega.

É aí que o agromarketing começa a trabalhar com os problemas que interessam ao empresário: venda, margem e aproveitamento do investimento.

O que as duas equipes precisam decidir juntas?

Imagine uma fabricante que deseja ampliar a venda de fertilizantes para revendas. Uma campanha dirigida a qualquer pessoa interessada em agricultura pode gerar muitas mensagens de produtores procurando pequenas quantidades. Há interesse no produto, mas a procura não corresponde ao modelo comercial pretendido.

Antes da campanha, as equipes precisam definir quais revendas fazem sentido: localização, culturas atendidas, estrutura de assistência, perfil da carteira e capacidade de trabalhar o produto.

Também precisam esclarecer o que a fabricante tem condições de oferecer. Atrair distribuidores para uma região sem logística viável cria uma promessa que a operação terá dificuldade para cumprir.

Esse alinhamento cabe em uma página. Ela deve registrar:

  • Quem queremos conquistar e em quais regiões.
  • Qual problema desse cliente conseguimos resolver.
  • Quais produtos, condições e diferenciais podemos sustentar.
  • O que caracteriza uma oportunidade pronta para atendimento.
  • Quem responde e qual é o próximo passo esperado.

Uma meta como “crescer entre revendas de café nas regiões que já atendemos” permite escolhas mais claras do que “aumentar nossa presença no agro”.

O calendário precisa começar antes do pedido

No agro, a data de publicação deve conversar com o momento de decisão do cliente. O mês em que o produto será usado pode ser tarde para começar a construir preferência.

Se a compra exige avaliação técnica, teste, aprovação de crédito ou planejamento de estoque, a comunicação precisa acompanhar essas etapas. A antecedência varia conforme produto, cultura e região; deve ser levantada com a equipe que atende os clientes.

Uma sequência possível é explicar o problema, apresentar a solução, mostrar evidências, viabilizar uma conversa técnica e apoiar a negociação. O conteúdo muda porque a dúvida do comprador também muda.

O comercial contribui com as perguntas que recebe. O marketing transforma essas perguntas em materiais que ajudam a próxima conversa: uma página de aplicação, uma comparação bem fundamentada, um vídeo técnico ou um caso documentado.

Quando um contato vira oportunidade de venda?

Uma mensagem pedindo o catálogo demonstra curiosidade. Para saber se existe possibilidade de negócio, é preciso entender contexto, necessidade e momento.

No exemplo da fabricante, o atendimento pode começar com poucas perguntas: a empresa é uma revenda? Em qual município atua? Quais culturas atende? O que procura acrescentar ao portfólio? Quando pretende avaliar fornecedores?

Isso evita entregar ao vendedor uma lista de nomes sem informação. Também evita tratar como descartável uma empresa que tem bom perfil, mas só comprará no próximo ciclo.

O registro pode ser simples: empresa, região, necessidade, responsável, último contato e próxima ação com data. O essencial é que as equipes consultem a mesma informação e respeitem o histórico da conversa.

O vendedor precisa devolver mais do que “não fechou”

Sem o motivo da perda, a empresa aprende pouco. “Preço” pode significar orçamento insuficiente, comparação inadequada, falta de percepção do benefício ou uma condição financeira melhor oferecida pelo concorrente.

“Sem interesse” pode esconder contato fora do perfil, momento errado ou uma abordagem que não explicou o valor da solução.

Uma reunião semanal curta pode revisar as oportunidades mais relevantes e escolher uma correção concreta. Se clientes não entendem a aplicação, o material técnico precisa melhorar. Se pedem atendimento onde não há cobertura, a campanha precisa ser ajustada. Se o retorno demora, a prioridade está na rotina comercial.

Que números mostram se a integração funciona?

Comece acompanhando a passagem entre etapas: contatos recebidos, contatos dentro do perfil, conversas realizadas, propostas e vendas. Observe também o tempo de resposta e os motivos de perda.

Exemplo hipotético: uma campanha gera 100 contatos, mas somente 20 têm o perfil desejado. Desses, dez conversam com um vendedor, quatro recebem proposta e dois compram. Cada passagem aponta uma pergunta diferente. Por que 80 chegaram fora do perfil? Por que metade dos contatos adequados não avançou para conversa?

Dobrar o investimento antes de responder pode ampliar o mesmo problema.

Além do faturamento, acompanhe a margem das vendas, os custos para conquistar os clientes e a recompra. Compare períodos e grupos equivalentes, respeitando o tempo do ciclo comercial. Uma campanha recente pode ainda ter negociações abertas.

Por onde começar nesta semana?

Escolha um produto e uma região. Revise dez oportunidades recentes, incluindo vendas ganhas e perdidas. Identifique a dúvida que mais travou a decisão e produza um material para respondê-la. Defina o responsável pelo atendimento e uma rotina de retorno dos vendedores.

Esse exercício já pode revelar onde a empresa perde negócios antes de precisar de mais divulgação.

Na Comunik, a estratégia de marketing para o agronegócio parte da compreensão do negócio e das necessidades do comercial. Converse com a Comunik sobre onde suas oportunidades estão parando e como a comunicação pode ajudar a fazê-las avançar.